História das Olimpíadas

Em honra a Zeus, a Grécia se reunia a cada quatro anos no Peloponeso, na confluência dos rios Alfeu e Giadeo, onde se erguia a cidade de Olímpia, que a partir do ano 776 a.C. cedeu seu nome para aquele que viria a ser a maior competição esportiva em toda a história da humanidade, os Jogos Olímpicos - mais tarde, genericamente Olimpíadas - , que teve como primeiro vencedor o atleta Coroebus, cingido por uma coroa trançada por folhas de louro, único prêmio e símbolo da maior vitória.

Invadindo a era cristã (disputava-se a 194a olimpíada, quando nasceu Jesus Cristo), manteve seu espírito esportivo e seu condão mágico de unir homens fazendo-os disputar desafios, até o ano 394 d.C., quando o imperador Teodósio II ordenou sua interrupção, parecendo então condenada ao desaparecimento, a se transformar em um dado histórico apenas. E por quase 1500 anos (exatamente 1492) foi assim, até a intervenção de um idealista francês, o Barão Pierre de Cobertin.

A princípio, apenas homens eram admitidos na disputa, da qual passou a fazer parte, quase como um símbolo, uma homenagem perpétua dos Jogos à Grécia, a Maratona, corrida de fundo na distância de 42 quilômetros e 500 metros, a mesma percorrida por um soldado grego, que a correr levou até Atenas a notícia da vitória de seu exército na batalha Maratona, cidade da Ática, onde se combatiam os persas. Dada a notícia, caiu morto, tornando-se sinônimo da tenacidade.

Atenas foi escolhida pelo Barão de Cobertin com muita propriedade para a retomada dos Jogos Olímpicos em 1896, passando a serem conhecidos como os Jogos da Era Moderna. Uma era que já não dava ao desporto o poder de interromper guerras, mas, ao contrário, era interrompido por elas. Nestes cem anos, o quadriênio olímpico silenciou seu toque de reunir nos anos de 1916, 1940 e 1944, durante a vigência das chamadas Primeira e Segunda Guerras Mundiais.

Dos 13 países que participaram dos Jogos de 1896, em Atenas, aos 187 países e 10.788 atletas presentes em Atlanta, na 26a Olimpíada da Era Moderna, mudaram conceitos, o amadorismo puro foi esquecido, o mercantilismo encontra cada vez mais espaço, os países investem milhões de dólares em suas delegações, os Jogos são a melhor vitrine que os participantes poderiam ter e a máxima do Barão de Cobertin (Importante é competir, não vencer) está cada vez mais esquecida.

Mas, após cada Olimpíada, o mundo nunca mais é o mesmo.

 

Fonte: Texto gentilmente cedido por Gisele k Pereira

Biblioteca Virtual - STI

Olimpíadas

I- Conceituação

    Jogos Olímpicos - ou Olimpíadas- é um conjunto de provas esportivas de caráter mundial, disputadas de 4 em 4 anos em cidades escolhidas debater as que se candidatam com antecedência de 6 anos, junto ao Comitê Olímpico Internacional ( C.O.I. ).

    Pode participar dessas provas qualquer atleta ou equipe representando país filiado ao C.O.I., desde que obedeça as normas estabelecidas pelos regulamentos olímpicos e pelas leis que regem os respectivos esportes. Atualmente, são 19 esses esportes: atletismo, basquete, boxe, canoagem, esgrima, ciclismo, futebol, ginástica, halterofilismo, hipismo, hóquei na grama, iatismo, judô, luta, natação, pentatlon moderno, remo, tiro e vôlei. A cada país organizador é dado o direito de incluir 2 esportes não olímpicos no programa oficial.

    Os jogos olímpicos Modernos- que começaram a se celebrar em 1896 são na verdade, uma nova versão dos festivais esportivos que os gregos realizavam, também de 4 em 4 anos, na antiga Élida na honra de Zeus e de outros deuses q8ue habitavam o Olimpo. Dessa versão modernizada resultaram outras, inclusive a dos Jogos Olímpicos de Inverno.

II- Os jogos na Antiguidade

    As origens dos antigos jogos pan-helênicos perderam-se no tempo e frequentemente se confundem com a lenda . Uma das versões sobre a 1ª competição olímpica apoia-se na fantástica história segundo a qual Áugias, rei de Élida, inconformado com o cheiro que saía dos seus currais, encarregou Hércules de limpa-los. O herói, a quem a lenda atribuiu espantosa força, simplesmente desviou, com as próprias mãos, o curso do rio Alfeu, fazendo a água passar por onde pastavam 3 mil bois. Como Áugias não ficasse satisfeito com a solução, os dois tiveram uma desavença, Hércules matou-o e em seguida instituiu os jogos para penitenciar-se perante aos deuses.

III- Decadência e extinção

    Com a denominação romana da Grécia e da Macedônia, no século II a.C., a cultura e os costumes helênicos, entre os quais a tradição dos jogos foram sendo assimilados pelos romanos. No entanto, as competições entraram e permanente e contínua decadência, por diversos motivos.

    O principal foi o próprio temperamento do povo romano, que não cultuavam o esporte com espírito quase religioso dos gregos.

    Os romanos, na verdade, preferiam aos torneios atléticos o circo, onde os gladiadores lutavam pela vida em espetáculos bárbaros. Ao tempo de Augusto, já havia 21 circos em Roma. Esse total triplicaria nas duas décadas seguintes, enquanto não havia mais do que dois ginásios como os que os gregos mantinham em Esparta e Atenas.

    Para os romanos, os jogos olímpicos não passavam de inofensivos e insiptos por meios esportivos que pouco a pouco foram perdendo o interesse. Até que em 393 d.C. Teosódio I ( imp. 379-395 ), responsável pela matança de 10 mil escravos gregos, sublevados em Tessalonica, pediu perdão a Ambrósio, bispo de Milão prometendo em troca converter-se ao catolicismo. Ambrósio concedeu o perdão ao imperador, exigindo que ele concordasse em extinguir todas as festas e cerimônias pagãs, entre as quais os jogos olímpicos.

IV- O renascimento

    Pierre de Fredy, barão de Coubertin ( 1863-1937 ), tornou-se o renovador dos jogos olímpicos, reinstituindo-os 16 séculos depois de sua extinção. Amante dos esportes e admirador dos métodos de pedagogia adotados por Thomas Arnold, na Inglaterra, Coubertin lançou, em 1894, numa reunião na Sorbonne, a idéia de reviver a antiga tradição grega, através da qual esperava unir os povos.

    Em 1894, apoiado pelo americano William Sloane e pelo inglês Charles Herbert, e contando com a presença de representantes de 15 países, fundou o C.O.I., organismo que até hoje controla todo o mundo olímpico. Dois anos depois, realizava-se em Atenas e 1ª disputa dos jogos olímpicos da era moderna.

V- Os jogos de hoje

    Desde o seu renascimento, com interrupções apenas durante as duas guerras mundiais, os jogos olímpicos tem-se realizado de 4 em 4 anos, cada vez com maior êxito. Em 1896, em Atenas, 13 países estiveram representados põe um total de 285 atletas. Em 1972, em Munique, o número de países chegava a 121, enquanto o de atletas ia a 8.500.

    Se, por um lado, esse crescimento representa a vitória do ideal olímpico moderno, por outro gera, no mundo dos esportes, uma série de problemas que os estudiosos atribuem ao próprio gigantismo dos jogos. Em primeiro lugar, torna-se cada vez mais difícil organizá-los, pelo altíssimo investimento financeiro que representam ( os alemães ocidentais gastaram cerca de 630 milhões de dólares com os de Munique ). Depois, pela importância que a vitória noa campos do esporte passou a ter em termos de prestígio político. Finalmente, por outros problemas mais gerais, como o doping e o falso amadorismo.

    Mas alguns dos princípios olímpicos, lançados por Coubertin, ou por aqueles que o sucederam, têm sido mantidos. Oficialmente, os jogos continuam restritos a atletas amadores. O direito de organizá-los é concedido a uma cidade, nunca um país. Não se contam pontos por países. Ao atleta campeão é concedido uma medalha de ouro; ao segundo lugar, uma medalha de prata; ao terceiro, uma medalha de bronze. Os que tiraram de quarto a sexto lugar ganham diplomas especiais. Em apenas 4 modalidades de esportes se reconhece recordes olímpicos: atletismo, natação, tiro e halterofilismo. Os jogos nunca podem durar mais de 16 dias, do desfile de abertura à festa de encerramento. Não se permite publicidade de espécie alguma, nos cartazes, boletins informativos e programas oficiais, ou em material usados pelos atletas.

    A bandeira olímpica - cinco anéis entrelaçados, nas cores azul, vermelho, verde, amarelo e preto, sobre o fundo branco- foi concebida por Coubertin e representa os cinco continentes nas cores com as quais se podiam cobrir, em 1920 - quando foi asteada pela primeira vez -, as bandeiras de todas as nações olímpicas. Sob o patrocínio do comitê internacional, celebram-se jogos regionais: pan-americanos, asiáticos, do mediterrâneo, bolivarianos, centro-americanos, ibero-americanos. Contra o C.O.I., que punira a Indonésia por haver impedido a participação de Israel nos IV Jogos Asiáticos, celebraram-se em Djacarta, por iniciativa pessoal do presidente Sukarno, os I Jogos das Novas Forças Emergentes, destinados a substituir, eventualmente, os jogos olímpicos. Mas os segundos jogos, marcados para Pequim, jamais se realizaram.

VI - Atenas, 1896. A primeira olimpíada

    Os primeiros jogos Olímpicos contaram com a participação de 13 países e 285 atletas. Realizados no Estádio Olímpico de Atenas- réplica dos antigos estádios gregos, foram uma festa esportiva improvisada dentro dos poucos recursos da época. Tiveram no norte-americano James B. Connllv, vencedor do salto triplo, o seu primeiro campeão. Mas o grande herói foi mesmo o grego Spridon Loues, vencedor da maratona, prova de longa distância criada especialmente para os jogos olímpicos modernos.

- A primeira olimpíada teve competições em 9 esportes;

- O futebol foi cancelado por falta de participantes.

 

 

Medalhas

 

       
País Total
França 29 41 32 102
EUA 20 12 19 53
Grã-Bretanha 17 8 10 35
Bélgica 8 7 5 20
Suíça 6 2 1 9
Austrália 4 - 4 8
Alemanha 3 2 2 7
Dinamarca 2 3 2 7
Itália 2 2 - 4
Hungria 1 3 2 6

- As provas de natação aconteceram no rio Sena, com correnteza forte. Isso propiciou a conquista de tempos excelente.

Recorde
Esporte: Atletismo
Atleta: Frank Jarvis
País: EUA
Prova: 100 m
Tempo: 10 s 8
Recorde: Mundial

VIII- St. Louis, 1904

    Os III jogos olímpicos tiveram 11 países e 496 atletas participantes. Esses números foram sensivelmente inferiores aos da olimpíada anterior em razão das dificuldades de mandar equipes para o outro lado do Atlântico. Além disso, os norte-americanos repetiram o erro dos franceses e fizeram as competições coincidirem com a Feira Mundial de St. Louis. Os jogos ficaram assim em segundo plano, o que não impediu tivessem momentos heróicos e até insólitos. Na maratona , por exemplo, Frei Los, o primeiro a cruzar a linha de chegada, havia utilizado fraudulosamente um automóvel, durante o percurso, o que só foi descoberto pouco antes da entrega dos prêmios.

Cap. IX- Londres, 1908

    Os IV jogos olímpicos tiveram 22 países e 2.059 atletas participantes. Muita chuva durante a maior parte das competições e intermináveis discussões sobre os resultados caracterizaram uma festa que, no fim, acabou superando todas as anteriores. Os ingleses exigiram a presença de juizes seus, na maioria das provas de atletismo, e daí as discussões. Dessa feita, o herói dos jogos foi um perdedor, o italiano Pietri Dorando, que entrou errado no estádio à chegada da maratona, teve de voltar para cumprir a reta final, não resistiu ao cansaço, caiu e foi ajudado pelos juizes, chegando assim em primeiro lugar. Embora desclassificado mais tarde, ganharia uma taça de ouro conferida pela rainha Alexandra.

- As mulheres participavam o movimento dos jogos mas em poucas modalidades: arco e flecha, iatismo, patinação e tênis;

Medalhas          
País Total
Grã-Bretanha 56 50 39 145
EUA 23 12 12 47
Suécia 8 6 11 25
França 5 5 9 19
Alemanha 3 5 5 13
Hungria 3 4 2 9
Canadá 3 3 10 16
Noruega 2 3 3 8
Itália 2 2 - 4
Bélgica 1 5 2 8
 

- Pela primeira vez nos jogos a peça de abertura teve desfile das declarações, cada um levando sua bandeira.

X- Estocolmo, 1912

    Os V jogos olímpicos tiveram 18 países e 2.541 atletas participantes. Foram os mais bem organizados até então. Os suecos souberam como divulgá-los e cuidaram de todos os detalhes técnicos necessários ao êxito de cada prova. A grande figura do atletismo foi o índio norte-americano Jim Thorpe, campeão do pentatlo e do decatlo, considerado na época o atleta mais completo do mundo. No entanto, dois anos depois, por exigência do próprio Comitê Olímpico dos EUA, suas duas medalhas de ouro tiveram de ser a acusação de ser um profissional, embora tivesse apenas, por ignorância, recebido vinte dólares para jogar por uma equipe de baseball, um ano antes dos jogos.

- A olimpíada de Estocolmo é a primeira a ter países representados em cinco continentes com 2.541 atletas inscritos.

  Medalhas    
 
País Total
Suécia 24 24 17 65
EUA 23 19 19 61
Grã-Bretanha 10 15 19 41
Finlândia 9 8 16 26
França 7 4 3 14
Alemanha 5 13 7 25
África do Sul 4 2 - 6
Noruega 4 1 5 10
Canadá 3 2 3 8
Hungria 3 2 3 8
 

- Os suecos introduziram fotógrafo para flagrar a chegada das provas no atletismo, o chamado Photo Finish.

XI- Antuérpia, 1920

    Os VII jogos olímpicos (os sextos teriam sido os de 1916, não realizado por causa da 1ª guerra mundial, mas contados assim mesmo), tiveram 29 países e 2.606 atletas participantes. Pela primeira vez a bandeira olímpica foi hasteada. O juramento olímpico passou a fazer parte da cerimônia de abertura. E tanto quanto possível, levando-se em conta que a Europa acabava de sair de uma guerra, os jogos tiveram êxito. Revelaram o grande fundista finlandês Paavo Nurmi, que em toda a sua carreira haveria de ganhar nada menos de sete medalhas, e o nadador havaiano Duke Kahanamoku. que fixou o estilo crawl.

XII- Paris, 1924

    Os VIII jogos olímpicos tiveram 44 países e 3.029 atletas participantes. Dessa vez os franceses deram ao acontecimento o destaque que ele merecia, redimindo-se da má organização de 1.900. Paavo Nurmi voltaria a brilhar nas provas de fundo. John, dito Johnny Weissmuller - que nos anos mais tarde seria, como ator, o mais famoso Tarzan do cinema - ganharia suas 3 primeiras medalhas de ouro na natação. E tanto as competições aquáticas como as náuticas seriam pela primeira vez disputadas em condições técnicas ideais.

- A olimpíada de Paris foi a primeira que teve vários eventos transmitidos ao vivo por rádios da Europa e EUA.

Medalhas      
País Total
EUA 45 27 27 99
Finlândia 14 13 10 37
França 13 15 10 38
Grã-Bretanha 9 13 12 34
Itália 9 3 5 17
Suíca 7 8 10 25
Noruega 5 2 3 10
Suécia 4 13 12 29
Holanda 4 1 5 10
Austrália 3 1 2 6

- Pela primeira vez a expressão "Vila Olímpica" é usada para designar os alojamentos construídos para os participantes.

Recordes
Esporte: Atletismo
Atleta: Harold Abrahamor
País: Grã-Bretanha
Prova: 100 m
Tempo: 10 s
Recorde: Olímpico

XIII - Amsterdã, 1928

    Os IX jogos olímpicos tiveram 46 países e 3.015 atletas participantes. Nunca até então, as mulheres tinham representado papel tão importante nas competições. Nas provas de atletismo atraíram tanto a atenção do público como os famosos campeões masculinos. Mas os holandeses organizaram os jogos com dificuldades, dispondo de poucos recursos financeiros. Destaques das competições: os corredores finlandeses ( Nurmi ainda entre eles), mais uma vez Weissmuller e as corredoras canadenses.

- Mikio Oda, vencedor no salto triplo, foi o primeiro oriental a ganhar uma medalha de ouro em olimpíada;

- Amsterdã instituiu a chegada da tocha olímpica e o acender de uma pisa como parte da cerimônia de abertura.

XIV- Los Angeles, 1932

    Os X jogos olímpicos tiveram 37 países e 1.408 atletas participantes. O mesmo problema de 1904 - a dificuldade que os europeus tinham para mandar equipes números à América - voltaram a contribuir para que o número de inscrições baixassem. Com tudo isso, o êxito técnico foi indiscutível. Os norte-americanos remodelaram seu belo estádio - o Coliseu de Los Angeles - especialmente para a ocasião. Acusado de profissionalismo, Paavo Nurmi foi impedido de tentar sua 4ª Olimpíada como campeão. E o destaque acabou sendo uma mulher, a norte-americana Babe Didrikson, ganhadora de 2 medalhas de ouro, ambas como recordes mundiais no atletismo.

XV- Berlim, 1936

    Os XI jogos olímpicos tiveram 49 países e 4.069 atletas participantes. Em pleno apogeu do nazismo na Alemanha, eles foram transformados num gigantesco instrumento de propaganda do regime, com o próprio Hitler acompanhando de perto todos os detalhes da organização. Os alemães superaram em tudo os patrocinadores anteriores. Mas não colheram os melhores resultados, como esperavam. Foram os negros norte-americanos os heróis dos jogos, para frustração do Führer, que viu James Cleveland, dito Jesse Owens, ganhar quatro medalhas de ouro , desmentindo a propala superioridade da raça ariana. Os negros venceram quase todas as provas de atletismo.

XVI- Londres, 1948

    Os XIIV jogos olímpicos tiveram 59 países e 4.468 atletas participantes. Na opinião da maioria dos observadores, os efeitos da guerra ainda eram muito acentuados para que uma competição esportiva de caráter mundial se realizasse com êxito. Apesar disso, os ingleses esmeraram-se na organização. O jovem decatleta norte-americano Bob Mathias e a veterana corredora holandesa Fanny Blankerskoen foram duas figuras destacadas. Mas pouco resultados técnicos chegaram a ser registrados.

XVII- Helsinki, 1952

    Os XV jogos olímpicos tiveram 69 países e 5.867 atletas participantes. Organização perfeita, assistência técnica moderníssima, hospitalidade e muita ordem caracterizam o trabalho dos finlandeses. Os jogos marcaram o ingresso da URSS no mundo olímpico. E estenderam, até o campo do esporte, a "guerra fria" da política internacional. O maior nome dos jogos foi Emil Zatopek, vencedor de três provas de fundo, excepcional corredor checo apelidado de "a locomotiva humana:".

XVIII- Melbourne, 1956

    Os XVI jogos olímpicos tiveram 67 países e 3.184 atletas participantes. As provas de hipismo devido à quarentena que as autoridades australianas determinavam para os cavalos vindos do exterior cumpriram-se em Estocolmo. A organização foi, da mesma forma, elogiável, apesar dos sacrifícios que o país teve de suportar para concluí-la segundo os planos. O brasileiro Ademar Ferreira da Silva, que já brilhava em Helsinki, confirmou seu título no salto triplo, tornando-se bi-campeão olímpico.

XIX- Roma, 1960

    Os XVII jogos olímpicos tiveram 84 países e 5.396 atletas participantes. Foram um espetacular acontecimento turístico e, como os dois jogos anteriores, um êxito de organização. Pela primeira vez os norte-americanos perderam para os soviéticos no total de medalhas. No entanto, dois atletas dos EUA Wilma Rudolph, sprinter, e Ralph Boston, que bateu o recorde de Jesse Owens no salto em distância foram os heróis dos jogos, assim como o alemão Armin Hary, outro velocista, e as atletas soviéticas.

XX- Tóquio, 1964

    Os XVIII jogos olímpicos tiveram 94 países e 5,565 atletas participantes. Superaram os de Roma em organização e introduziram definitivamente a tecnologia no esporte. O etíope Abebe Bikila tornou-se o primeiro na história a sagrar-se bi-campeão da maratona. A australiana Dawn Fraser, campeã de nado livre, e o jovem norte-americano Don Schollander, que obteve quatro medalhas de ouro, tornaram-se os novos fenômenos da natação universal. Yoshinori Sakai, o atleta japonês que carregou a tocha olímpica na solenidade de abertura, nasceu perto de Hiroshima no exato dia em que ali foi atirada a bomba atômica. Os japoneses o usaram como seu símbolo.

XXI- Cidade do México, 1968

    Os XIX jogos olímpicos tiveram 109 países e 6.082 atletas participantes. Organizados pelos mexicanos com tremendas dificuldades financeiras, levaram a um protesto de estudantes. Em vários sentidos os jogos foram tumultuados. Além de manifestações e choques com estudantes nas ruas, com violenta intervenção policial, houve o protesto dos negros norte-americanos, alguns deles do grupo denominado Black Power, que erguiam punhos com luvas negras a cada vitória alcançada. O norte-americano Al Oerter, branco, tornou-se primeiro atleta a sagrar-se tetra-campeão olímpico, no lançamento do disco. Pela primeira vez na história dos jogos olímpicos coube a uma mulher carregar a tocha olímpica: a atleta Norma Enriqueta Basílio.

XXII- Munique, 1972

    Os XX jogos olímpicos tiveram 121 países e 8.500 atletas participantes. Os alemães voltaram a dar exemplo de organização gigantesca. Instalações perfeitas, gastos fantásticos, alojamentos de primeira ordem. Destacado de todos os outros com o recorde de sete medalhas de ouro, o nadador norte-americano Mark Spitz foi o campeão entre os campeões. Houve algumas surpresas, como a vitória soviética no basquete e a Polônia n futebol. e mais um registro trágico: o sequestro e assassinato de 11 atletas de Israel por membros do grupo terrorista árabe Setembro Negro.

XXIII- Montreal, 1976

    Os XXI jogos olímpicos tiveram 89 países e 9.564 atletas participantes, com destaque para as exibições da ginasta romena Nadia Comaneci e da equipe de ginastas russas lideradas por Ludmila Turischeva. Na natação masculina dominaram os norte-americanos, em todos os títulos; na feminina, as representantes da Alemanha oriental. como os jogos de Munique, também os de Montreal foram afetados por problemas políticos, relacionados com República da China e com a Nova Zelândia, contra cuja participação se opuseram as grandes nações negras e norte-africanas, além do Iraque e da Guiana

XXIV- Moscou, 1980

    Os XXII jogos olímpicos tiveram 81 países e 5.748 atletas participantes. Foram marcados por um fato extra-esportivo, o boicote proposto pelos EUA em protesto contra a invasão do Afeganistão pelos soviéticos. Além dos EUA, não compareceram a Moscou delegações da Alemanha ocidental, Japão e vários outros países. Com isso, o panorama esportivo foi denominado pela URSS e Alemanha oriental, que arrebanharam 320 das 629 medalhas. O Brasil conquistou duas medalhas de ouro, no iatismo e duas medalhas de bronze no salto triplo e revezamento 4 X 200 m, na natação.

XXV- Los Angeles, 1984

    Os XXIII jogos olímpicos tiveram cerca de 7.800 atletas participantes e um número recorde de 140 países. No entanto foram prejudicados pelo boicote soviético, que afastou 15 países socialistas das competições. A URSS alegou que a autoridades norte-americanas estavam fazendo dos jogos uma arena política e não garantiam a segurança dos atletas. Os EUA foram os grandes vencedores, com 174 medalhas, seguidos pela Alemanha ocidental, com 59. O atleta que mais se destacou foi o norte americano Carl Lewis, que ganhou quatro medalhas de ouro. O Brasil conquistou uma medalha de ouro, cinco de prata e duas de bronze, no judô.

XXVI- Seul, 1988

    Os XXIV jogos olímpicos realizaram-se de 17 de setembro a 2 de outubro, e tiveram mais de 9.600 atletas participantes, provenientes da nada menos de 160 países. Em solidariedade à Coréia do Norte, que se afastou dos jogos por não lhe ser permitindo sediar parte deles, Cuba boicotou o evento, enquanto o Nicarágua declinou do convite devido à sua situação política interna. Os países que mais ganharam medalhas foram a URSS, a República Democrática Alemã e os EUA. Ao brasil couberam seis medalhas, sendo uma de ouro, duas de prata e três de bronze.

s, que ganhou quatro medalhas de ouro. O Brasil conquistou uma medalha de ouro, cinco de prata e duas de bronze, no judô.

XXVII- Barcelona, 1992

A história do esporte mudou definitivamente nos Jogos Olímpicos de Barcelona. A máscara do amadorismo, que exigia dos atletas a hipocrisia de fingir não ter patrocínios e profissão, enfim caiu.

O Comitê Olímpico Internacional admitiu a presença de atletas profissionais de todas as modalidades e permitiu o surgimento do Dream Team, o time de basquete masculino americano que ganhou o ouro com Michael Jordan e Magic Johnson.

Barcelona bateu todos os recordes de participação. Foram 7.108 homens e 2.851 mulheres, de 172 países. Os Jogos também viram o último capítulo da União Soviética, batizada de CEI, que ainda terminaram em segundo lugar, com 102 medalhas (45 de ouro). Os norte-americanos somaram 108, mas com apenas 37 vitórias. O Brasil levou 198 atletas e voltou a ganhar duas medalhas de ouro, além de uma outra de prata.

Pela primeira vez em 40 anos, os Jogos foram realizados sem problemas políticos, ainda que encontrasse um país-sede dividido entre espanhóis e catalães, o que exigiu o hasteamento de duas bandeiras e o entoar de dois hinos diferentes na cerimônia de abertura. Nenhum atleta fez protesto político.

XXVIII- Atlanta, 1996

Os 100 anos do Movimento Olímpico não poderiam ter sido comemorados de forma mais contraditória. Embora Atlanta tenha tido o privilégio de sediar as maiores e mais sofisticadas Olimpíadas da história, a submissão dos membros do Comitê Olímpico Internacional à máquina norte-americana da Coca-Cola foi um capítulo nebuloso.

Não bastasse isso, os Jogos viveram seu segundo ato de "terrorismo", com a explosão de uma bomba no superlotado Parque Olímpico, que matou duas pessoas e trouxe o medo de volta ao cenário olímpico.

Atlanta ultrapassou a barreira e organizou 17 dias de Jogos, que reuniram o recorde absoluto de 10.750 atletas e 197 países. A previsível vitória norte-americana no quadro geral de medalhas, com 101 de ouro, misturou-se à incrível confusão gerada por falhas constantes em todo o sistema de informática. Pela primeira vez, 52 diferentes nações chegaram à medalha de ouro. Costa Rica, Equador e Síria enfim subiram no lugar mais alto do pódio. Hong Kong faturou sua primeira e última medalha de ouro, já que passou a integrar a China em 97.

Não faltaram estrelas e emoções. A final dos 100m foi tão extraordinária que o namíbio Frankie Fredericks, derrotado pelo jamaicano Donovan Bailey, fez um tempo suficiente para levar o ouro em quaisquer outras Olimpíadas.

O mesmo aconteceu nos 800 metros, onde o quarto colocado, o cubano Norberto Tellez, fez tempo superior a todos os antigos campeões olímpicos. No campo dos fenômenos, certamente o velocista norte-americano Michael Johnson conseguiu ser mais rápido do que Donovan Bailey. O jamaicano correu com velocidade média de 36,26 km/h para marcar o novo recorde mundial dos 100 metros, enquanto Johnson chegou à incrível média de 37,23 km/h para vencer os 200.

Johnson tornou-se o primeiro atleta da história a faturar o ouro olímpico nos 200 e 400 metros nos mesmos Jogos. E ainda por cima com recordes  mundiais nas duas corridas. Cinco semanas antes de Atlanta, Michael conseguira quebrar o recorde dos 200m do italiano Pietro Menea, o mais antigo do atletismo, ao correr em 19s72. Nas Olimpíadas, cravou 19s66 e deixou adversários boquiabertos. "Eu achava que o homem mais veloz do mundo era o campeão dos 100m, mas hoje acredito que ele está sentado ao meu lado", declarou Ato Boldon, durante a entrevista coletiva.

O atletismo produziu ainda duas estrelas. A francesa Marie-José Pérec, que também faturou o ouro nos 200 e 400 metros, e o veterano Carl Lewis, vencedor do salto aos 35 anos. Foi sua nona vitória olímpica em quatro Olimpíadas consecutivas.

Curiosa façanha veio com a também jamaicana Merlene Ottey. Ao chegar em terceiro no revezamento 4x100, ela se tornou a primeira mulher a ganhar cinco medalhas de bronze (em quatro Jogos). Outra atleta, a nadadora norte-americana Jenny Thompson, somou cinco medalhas de ouro em sua carreira e igualou o feito da esquiadora Bonnie Blair como a atleta dos Estados Unidos com maior número de vitórias olímpicas.

Os Jogos evidenciaram supremacias bem conhecidas. Os oito primeiros colocados nos 10 mil metros masculinos foram africanos. Nada menos que 11 dos 12 medalhistas do tênis de mesa eram asiáticos.

No campo das emoções, nada mais ilustrativo do que o então recordista mundial do salto em extensão, o norte-americano Mike Powell. Ele se contundiu na quinta tentativa e foi para o último salto mancando. Fez um esforço para embalar e caiu de rosto na caixa de areia, entre lágrimas de dor e decepção. "Nunca me senti mais ferido na mente, no corpo e no coração",avaliou ele, que nunca mais competiu. Outra decepção ficou para o britânico Linford Christie, que queimou duas vezes a largada na final dos 100m, acabou eliminado e se recusou a abandonar a raia.

Fora das pistas e quadras, um certo Richard Jewell virou duas vezes notícia. Quando a bomba de fabricação caseira explodiu no Parque Olímpico, resultando na morte de duas pessoas, o policial se transformou numa celebridade por salvar centenas de outras vítimas. Dias depois, Jewell terminou como o vilão da história, responsabilizado por ele próprio ter colocado a bomba.

Para o Brasil, Atlanta só teve boas recordações. Pela primeira vez, a equipe brasileira somou 15 medalhas numa única edição e pela primeira vez saímos com três novos campeões olímpicos. O iatismo confirmou Robert Scheidt e a dupla Torben Grael/Marcelo Ferreira como as melhores do mundo e o estreante vôlei de praia deram uma inédita medalha de ouro para o esporte feminino nacional. Melhor ainda, realizou a primeira final olímpica totalmente verde-e-amarela da história, já que Jacqueline e Sandra venceram na decisão Mônica e Adriana.

A prata coroou as carreiras de Hortência e Paula no basquete, com direito a idolatria até dos norte-americanos. Gustavo Borges também garantiu um segundo lugar nos 200m e, com outro bronze nos 100m, saiu de Atlanta como o atleta nacional que mais subiu ao pódio olímpico em todos os tempos.

O bronze foi uma surpresa para o 4x100m do atletismo, para o judoca Henrique Guimarães e para a equipe de saltos do hipismo. Confirmou, por seu lado, a competência de Lars Grael no iatismo, do judoca Aurélio Miguel, do nadador Fernando Scherer e do ascendente vôlei feminino. Mas não evitou a frustração do futebol masculino, que perdeu talvez a maior chance de conquistar o único triunfo que lhe falta. Na semifinal contra a Nigéria, vencíamos por 3 a 1, antes de ceder o empate e perder a vaga na final na "morte súbita". O tabu fica para ser vencido em Sydney.

XXIX- Sydney, 2000

Com obras grandiosas em estilo futurista, a Austrália mostrou que é muito mais do que um lugar exótico e remoto, habitado por surfistas, aborígenes e cangurus. Some-se a isso o esforço do Comitê Olímpico Internacional para apagar da memória o fiasco dos últimos Jogos, em Atlanta, onde os computadores pifaram e a organização virou um caos. Os australianos conseguiram nada menos que a perfeição.

Para isso, os australianos começaram cedo. Ao todo foram nove anos de preparação - dois quando Sydney ainda era um das cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos e mais sete depois que ela venceu a disputa - e um investimento de 3,4 bilhões de dólares.

Resumo de todos os dias da competição

15/09/2000

Show na Abertura dos Jogos. Com a entrada de cavaleiros e amazonas, ao som de trompetes, e o hino nacional da Austrália, interpretado por Julie Anthony, foi aberta a Cerimônia da Olimpíada de Sydney.

Nikki Webster, uma menina de 13 anos personagem central do espetáculo, simbolizou na praia, com a presença dos aborígenes, um sonho que se transformou na formação das lendas e história da Austrália. Com muitos recursos técnicos e mais de 2.000 figurantes que dançaram e cantaram com a forte presença do público, que participou ativamente dos festejos, os Australianos deram um espetáculo inesquecível de competência, amor ao esporte e cidadania.

A delegação Olímpica Brasileira entrou no Stadium Austrália ao som de "Aquarela do Brasil" e a porta-bandeira da delegação foi a atleta do vôlei Sandra Pires. Outro destaque da delegação brasileira foi o tenista Gustavo Kuerten.

A primeira medalha de ouro nas Olimpíadas saiu na prova do tiro feminino, modalidade carabina de ar 10 metros. A atleta norte-americana Nancy Johnson foi a vencedora. A prata ficou com a sul-coreana Kang Cho-hyun e o bronze com a chinesa Gao Jing.

O Basquete Feminino Brasileiro estreou também com vitória, ao vencer a Eslováquia por 76 a 60.

Com um tempo de 2h40s, a suíça Brigitte McMachon surpreendeu e levou o ouro na prova de Triatlo Feminino. Uma das favoritas, a australiana Michellie Jones ficou com a prata e outra suíça, Magali Messmer, ficou com a medalha de bronze.

Entre as brasileiras, apenas Sandra Soldan completou a prova chegando na 11ª posição, com o tempo de 2h3m19s.

O Vôlei Feminino Brasileiro, venceu fácil a seleção do Quênia por 3 sets a zero, parciais 25-8, 25-11 e 25-13, numa partida que durou 55 minutos. Já o Futebol Feminino perdeu para a Alemanha por 2 a 1.

16/09/2000

A primeira medalha do Brasil saiu na Natação Masculina. Gustavo Borges, Fernando Scherer, Edvaldo Valério e Carlos Jayme garantiram a medalha de bronze na prova do revezamento 4 x 100. A medalha de ouro ficou com os Australianos e a de prata com os Estados Unidos.

Com essa medalha, Gustavo Borges passou a ser o brasileiro com mais medalhas olímpicas: quatro. Ganhou prata nos 100m livre em Barcelona/92, prata nos 200m livre e bronze nos 100m livre em Atlanta/96.

O nadador Fernando Scherer desistiu de competir nos 100m livre devido ao seu problema no tornozelo, deixando a missão para Gustavo Borges. Scherer vais disputar os 50m.

As primeiras provas de natação dos Jogos de Sydney viram duas quebras de recordes olímpicos. Nos 400 m livre masculino, o australiano Ian Thorpe estabeleceu a nova marca, com 3min44s65, enquanto a holandesa Inge de Bruijn, nos 100m borboleta, marcou 57s60. Os dois também são os recordistas mundiais das provas.

A ginasta canadense Emile Fournier, 17, teve sua perna esquerda fraturada durante uma seção de treinamento e ficará fora dos Jogos Olímpicos. A atleta deverá ser substituída por Crystal Gilmore.

A Equipe Brasileira de Atletismo fez ontem (15/09) treinos leves na pista de aquecimento do Estádio Olímpico de Sydney, sob o comando dos técnicos Jayme Netto e Nélio Moura. A modalidade de atletismo estréia nos Jogos no dia 21.

O Handebol Feminino começou bem a sua participação nos Jogos. As meninas do Brasil venceram a seleção Australiana por 32 a 19.

17/09/2000

A dupla feminina de Vôlei de Praia, Sandra Pires e Adriana Samuel, venceram a seleção de Cuba por 15 a 4. Em outra partida, Adriana Behar e Shelda fizeram 15 a 3 contra as búlgaras Tzvetelina e Petia Yanchulova, e deram um show na praia de Bondi Beach. A partida durou apenas 25 minutos.

O Brasil voltou a vencer no Tênis de Mesa em duplas. Hugo Hoyama e Carlos Kawai derrotaram os checos Petr Korbel e Josef Plachy por dois sets de 21 a 17. O próximo desafio dos brasileiros pode ser os poloneses Lucjan Blaszczyk e Tomasz Krzeszewski.

No Ciclismo, apesar do esforço da australiana Michelle Ferris na prova dos 500m contra o relógio, o ouro ficou com a francesa Felicia Ballanger, que quebrou o recorde mundial da prova. O terceiro lugar ficou com a chinesa Jiang Cuihua.

O atleta Sanderlei Parrela viajou ontem para Sydney, junto com seu técnico Luis Alberto de Oliveira, com a esperança de ainda poder disputar a prova dos 400 m, para a qual está classificado. Alguns membros da Comissão Antidoping do COI chegarão a Sydney hoje. O presidente da CBAt, Roberto Gesta, se reunirá com eles para obter uma resposta sobre o caso antes do dia 21 - início das provas de atletismo.

A equipe norte-americana feminina de revezamento 4x100m livre (natação) quebrou o recorde mundial da prova, com o tempo de 3min36s61. A antiga marca pertencia às nadadoras da China e havia sido conquistada em 1994.

No Futebol Masculino, o Brasil perdeu de 3 a 1 para a seleção da África do Sul e ficou em situação difícil. Terá obrigação de vencer o Japão na próxima partida, se não quiser ficar com sua classificação comprometida nos Jogos de Sydney.

Daniele Hypólito é finalista da Ginástica Artística. A brasileira, de apenas 16 anos é uma das três atletas mais baixinhas presentes em Sydney, ficou em 31° lugar na classificação geral e estará entre as 36 atletas que disputarão a final a partir das 5 horas da madrugada desta quinta-feira.

18/09/2000

O Judoca paulista Tiago Camilo, de apenas 18 anos, faz uma campanha brilhante e conquista a segunda medalha do Brasil nos Jogos de Sydney. Ele faturou a medalha de prata, perdendo para o italiano Giuseppe Maddaloni na final.

Tiago Camilo é o mais jovem brasileiro a conquistar uma medalha olímpica em modalidades individuais.

O Canoísta brasileiro Cássio Petry está fora da disputa por medalhas nos Jogos de Sydney. Ele foi desclassificado na prova de slalom após as duas baterias realizadas na madrugada de ontem. O atleta terminou a prova em 14° lugar, e apenas os 12 primeiros se classificam para a segunda fase.

A nadadora holandesa Inge de Brujin confirmou favoritismo e venceu a prova dos 100m borboleta. Além do ouro, ela bateu o recorde mundial, com o tempo de 56s61.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei não encontrou dificuldades em sua partida de estréia e venceu a Austrália por 3 sets a 0. As parciais foram 25/13, 25/14 e 25/21. Nos dois primeiros sets o Brasil manteve-se a frente do placar. Fechou o primeiro em 18 minutos, o segundo em 19 minutos e o terceiro em 24 minutos.

A brasileira Maria Elizabete Jorge, 43 anos, terminou em décimo lugar na prova de Levantamento de Peso. Apesar de não conquistar uma medalha, o reconhecimento do público, que a aplaudiu depois de sua atuação, foi um valioso prêmio de consolação, que pode motivar a veterana atleta a sonhar com a Olimpíada de Atenas, em 2004.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei confirmou seu favoritismo diante das australianas: venceu por 3 sets a 0 e sem dificuldades, o duelo com as anfitriãs dos Jogos. As parciais foram 25/13, 25/18 e 25/17.

Cuba comemora a sua primeira medalha de ouro do país nesta Olimpíada. A Judoca Legna Verdecia, venceu a japonesa Norito Narasaki, campeã mundial, na categoria 52 kg.

Hugo Hoyama vence novamente na estréia do torneio masculino individual de Tênis de Mesa. Ele derrotou o canadense Kurt Liu por 3 a 0. Já a brasileira Lígia Silva perdeu para a romena Otilia Badescu.

19/09/2000

O velocista brasileiro Sanderlei Parrela foi liberado para disputar a prova dos 400m. A participação do atleta, que havia sido pego no exame antidoping, dá uma injeção de ânimo em toda a equipe de Atletismo em Sydney. Agora o Brasil passa a ter mais chances de conquista de medalhas na Olimpíada.

Finalmente a primeira vitória brasileira no Boxe. Valdemir Pereira, o Sertão, venceu o australiano James Swan por 8 a 4, em combate realizado no Exhibition Centre de Sydney. Para conquistar o ouro, Sertão precisa vencer mais quatro combates no torneio. Seu próximo adversário será o turco Ramazan Palyani. O confronto acontece sábado, dia 23.

A dupla brasileira do Tênis de Mesa, integrada por Hugo Hoyama e Carlos Kawai, foi derrotada no torneio masculino dos Jogos de Sydney. Os brasileiros perderam para os poloneses Lucjan Blaszczyk e Tomasz Krzeszewski. Hugo Hoyama continuará disputando apenas o torneio individual.

O Basquete Feminino perdeu para a seleção da Austrália por 81 a 70. Segundo o técnico Antônio Barbosa, o fator decisivo foi a instabilidade da Seleção Brasileira. O próximo compromisso das meninas é na madrugada de quinta-feira (0H30) contra a seleção do Senegal.

O remador brasileiro Anderson Nocetti não conseguiu se classificar, na repescagem, para as semifinais do skiff simples. Nocetti chegou em terceiro lugar. O holandês Gerard Egelmeers venceu a prova seguido pelo eslovaco Jean Zyska.

A atleta brasileira naturalizada americana, Gabrielle Rose, conseguiu se classificar para a final dos 200m medley. Gabrielle, que é filha de brasileira, representou o Brasil nos Jogos de Atlanta, em 1996, mas não havia conseguido ir para a final. Pelos EUA, conquistou o sétimo melhor tempo na semifinal.

A equipe brasileira do revezamento 4x200m livre nadou muito mal em sua eliminatória e não entrou na final da modalidade dos Jogos. A equipe vencedora foi a norte-americana.

Gustavo Kuerten venceu fácil o tenista Christophe Pognon, de Benin, em pouco mais de meia hora. O brasileiro marcou 2 sets a 0, parciais 6/1 e 6/1.

O nadador americano Lenny Krayselburg conquistou a medalha de ouro nos 100m nado costas e bateu o recorde mundial com o tempo de 53s72. O segundo lugar ficou com o australiano Mathew Welsh e o alemão Stev Theloke ficou com o bronze.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei derrotou o Egito por 3 sets a 0, parciais 30/28, 25/10 e 25/21. Mesmo assim, a equipe encontrou um adversário bem mais complicado do que se esperava no princípio. Nesta partida, o atacante Tande estreou, depois de ter sido poupado na partida contra a Austrália.